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Vá além dos seus limites
"Você já parou para pensar quais são os seus limites? O que é que você pode ou não realizar na sua vida, independente do setor, seja ele profissional, pessoal, financeiro ou familiar? Onde aprendemos o que é ou não possível fazer?..."
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Vá além dos seus limites
Você já parou para pensar quais são os seus limites? O que é que você pode ou não realizar na sua vida, independente do setor, seja ele profissional, pessoal, financeiro ou familiar? Onde aprendemos o que é ou não possível fazer?
Normalmente, aprendemos isso na educação familiar, escolar e profissional. Além disso, no decorrer da nossa vida, isso também acontece em relação às pessoas com as quais convivemos, respeitamos e admiramos. Isso com certeza ajuda cada um de nós a melhorar nossa capacidade de interação com as pessoas, pois a grande maioria continua definindo seus limites baseada nisso. Porém você já parou para pensar que só existe uma pessoa como você? Podem existir outras pessoas parecidas, talvez assustadoramente semelhantes, mas não são iguais. A sua existência é única. Você é único. A estrada da sua vida é sua e de mais ninguém; é resultado de suas escolhas, experiência, aprendizado e daquilo em que você acredita ou não.
A forma como percebe e se relaciona com o mundo em que vive é fruto de como você o vê. E você vê o mundo com base naquilo em que acredita sobre ele. Imagine que você seja apresentado a um problema no seu trabalho. Se você pensar que não é capaz de resolvê-lo, não será capaz de resolvê-lo realmente.
Quando você determina um comando para a sua mente, ela naturalmente busca como realizar a tarefa. Se a primeira informação que ele recebe é que você não é capaz de fazer isso, sua criatividade se fecha, suas sensações físicas tendem a ser de desconforto, irritação e até mau humor. Emoções limitadoras são ativadas, reforçando a incapacidade de realizar aquela atividade, projeto ou mesmo uma meta de produção. E, com todo o seu corpo e mente jogando contra você, vai ser difícil ganhar o jogo.
Dessa forma, utilizamos todo o grande potencial humano para não realizar tarefas ou resolver problemas, e assim passamos a ter mais uma dificuldade: começamos a acreditar que não somos bons o suficiente. Sua auto-estima começa a ser comprometida, seu grau de certeza em relação à vida fica abalado.
Você pode estar se perguntando se acontece tudo isso apenas em razão de você ter acreditado não ser capaz de realizar. Sim! Isso ocorre em segundos. E cada vez, você terá menos capacidade de resolver problemas, atingir objetivos e realizar metas.
Olhe ao seu lado, entre as pessoas com as quais convive: quanto mais problemas as pessoas são capazes de resolver, mais elas são bem remuneradas, seu trabalho é necessário, seu poder de decisão tende a crescer. Isso ocorre porque essa pessoa acredita que é capaz de fazer aquilo que se propõe.
Cada vez mais, coisas que antes pareciam improváveis de serem realizadas serão concretizadas, situações adversas serão resolvidas por quem acredita ser capaz de realizar e busca os recursos necessários para isso. Talvez você seja assim, talvez não, mas o fantástico é que você pode mudar isso se quiser. Se você acreditar que pode, da mesma forma, sua mente começará a trabalhar para viabilizar aquilo que deseja; opções começarão a aparecer, você perceberá mais claramente o que tem de aprender para realizar aquilo que deseja, pois o alicerce já foi formado, você acreditou no seu poder de superação e realização.
Henry Ford, o criador da Ford e das linhas de produção, no início do século passado, já nos dizia: “Se você pensa que você pode ou se você pensa que você não pode, não importa. De qualquer forma você está certo”.
Agora, neste exato momento, você pode ir além dos seus limites. Convido você a tomar uma decisão: faça deste um grande dia, escolha emoções positivas que permitam aprimorar suas habilidades empresariais, comerciais, de relacionamento com clientes e colegas de trabalho, para que seja capaz de realizar mais do que está acostumado a fazer. Assim, você começa a expandir seu padrão de comportamento. Que emoções são essas? Alegria, entusiasmo, bom humor e otimismo são alguns exemplos. Associe a isso determinação, coragem, compromisso, amor e disposição de continuar crescendo e se superando. Você descobrirá como é capaz de ir além de seus limites.
Relacionamento: Problema ou Solução
"O relacionamento humano é uma das coisas mais desafiadoras que existem. Responsável por alguns dos momentos de maior superação da historia da humanidade, tem também seu lado oposto que gera brigas, guerras e muita confusão..."
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Relacionamento: Problema ou Solução
O relacionamento humano é uma das coisas mais desafiadoras que existem. Responsável por alguns dos momentos de maior superação da historia da humanidade, tem também seu lado oposto que gera brigas, guerras e muita confusão. De fato o relacionamento não é o sujeito da argumentação, pois a verdadeira questão é o que o indivíduo faz com seus relacionamentos. Perdoem o trocadilho, porém recentemente ao final de uma palestra, uma pessoa veio me questionar sobre o relacionamento. Falava dele quase como uma pessoa e, diga-se de passagem, uma pessoa de difícil trato, pois afinal o relacionamento é complicado e muitas vezes ingrato. Por uma brincadeira, perguntei ao meu interlocutor quem era esse tal de “Relacionamento”, pois se ele era assim mesmo eu não queria nem chegar perto. Quase apanhei. Depois do choque da minha afirmação, ele respirou profundamente, me olhou com indignação dizendo que não eu deveria brincar com coisa séria.
Mas se não queria resposta ou atenção, bastava dizer. Desculpei-me e expliquei que necessitava quebrar seu padrão de pensamento, mudar seu foco e, para isso, um comentário como aquele era perfeito. Naquele momento percebi que já tinha sua atenção, de fato eu tinha TODA a sua atenção. Em primeiro lugar perguntei-lhe porque tratava o relacionamento como algo fora de si, pois ele era o autor e o protagonista desse relacionamento. Ficou surpreso com a minha pergunta e voltou para o discurso da grande dificuldade em lidar com pessoas. Interrompi novamente e perguntei quem especificamente tinha essa dificuldade, então respondeu que ele mesmo, assim como inúmeras outras pessoas. Chegamos naquele momento ao primeiro ponto importante, ele percebeu que isso era um problema para ele, fazia parte da sua vida e o deixava muito desconfortável.
Para o ser humano assumir suas possíveis limitações é extremamente desgastante. É sempre mais fácil falar que o problema é do amigo, colega, alguém da família e assim por diante. Indaguei com qual freqüência isso acontecia e sua resposta foi “quase sempre”. Creio que deve ser muito doloroso ter a percepção que na maioria das vezes que decido me relacionar com alguém, tenho dificuldades em chegar aonde desejo e as pessoas não conseguem lidar com a minha “sinceridade”. Algo muito importante surgiu dessa informação. Como assim a sua sinceridade?
-Eu falo o que eu tenho para falar, doa a quem doer. Perguntei de pronto como fazia isso, então me olhou completamente perdido com meu questionamento.
-Eu só digo o que eu penso.
Perfeito, entendi. Mas de que forma você faz isso e com qual intenção?
Utilizo como referência um conceito comportamental muito clássico: Dizer o que se pensa doa a quem doer, não é sinceridade e sim falta de educação.Vivemos em sociedade e dessa forma, entender que os relacionamentos são baseados em respeito é fundamental. A discordância não gera conflito necessariamente, mas sim o desrespeito ao ponto de vista do outro. Nesse momento você pode estar discordando ou concordando com o que estou escrevendo. O mais importante, porém, é que eu consiga expressar minhas idéias, respeitando a diversidade de opiniões.
O conceito que utilizei acima se baseia em pesquisas de relacionamento, onde se concluiu que: agride mais como se diz do que o que se diz a alguém. Por favor, vamos guardar as devidas proporções! Entramos no campo da assertividade, um desafio maravilhoso ao processo de relacionamento e comunicação humana. Dizer o que penso, fazendo me entender e respeitando a outra pessoa. Se você gosta de ser respeitado, seja você o primeiro a respeitar, não podemos obrigar as pessoas a fazerem aquilo que queremos, o verdadeiro poder está em controlar a si mesmo. Dessa forma observe a atitude com que você começa o relacionamento, isso implica em perceber principalmente seus pensamentos e emoções, pois eles determinam a forma como você se relaciona com o mundo.
Quando avaliamos uma circunstancia é recomendável que percebamos que uma grande parte cabe a nós e a outra está fora do nosso alcance. Seria bom avaliar se estamos nos colocando na posição de vítima ou de agente ativo; se estamos assumindo ou não a nossa parte da responsabilidade e estabelecendo um processo de melhoria continua na nossa percepção em relação as pessoas e ao mundo.
Epícteto- grande filosofo do inicio do I milênio e mentor do imperador Marcus Aurelius (o imperador filósofo), talvez você se recorde dele como aquele personagem do início do filme Gladiador de Ridley Scott, já nos presenteava com um pensamento poderoso que hoje se tornou uma das bases conceituais da Medicina Comportamental. –“Não são os fatos que nos perturbam, mas sim como percebemos esses fatos.”
Tudo é uma questão de percepção e realidade. Como a realidade é avaliada por meio dos meus sentidos, crenças e valores, o que estou observando é apenas a minha realidade. Sendo assim, existem então muitas realidades, ou melhor, muitas percepções. Concluímos, portanto, que não existe realidade apenas percepção. Então baseado em que estamos percebendo nossos relacionamentos pessoais e profissionais? Como estamos reagindo a isso? Você já parou hoje para refletir sobre a sua vida e seus relacionamentos?
Quem tem medo do lobo mau?
"Gerações e gerações cresceram vendo e ouvindo a história de chapeuzinho vermelho. Uma das coisas mais marcantes era a musica provocativa que ela cantava às vezes: quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau..."
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Quem tem medo do lobo mau?
Gerações e gerações cresceram vendo e ouvindo a história de chapeuzinho vermelho. Uma das coisas mais interessantes é a música provocativa que ela cantava: “quem tem medo de lobo mau, lobo mau, lobo mau”!
Medo, Segundo o dicionário Aurélio, “é um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça".
Uma das coisas mais interessantes é perceber detalhes dessa definição que nos permitem de fato lidar com isso. O que é real e o que é imaginário? Acabamos de entrar num terreno delicado, onde o preto e o branco se confundem e fica mais evidente o cinza. Vamos falar então de realidade. O que é a realidade senão aquilo que percebemos com nossos sentidos e interpretamos de acordo com nossas crenças e convicções? Dessa forma não existe realidade, apenas percepção. Recentemente numa aula na Especialização em Medicina Comportamental, uma aluna me questionou sobre esse conceito.
Depende do momento que estamos, do nosso estado. Quanto mais inseguros, maior tende a ser nosso potencial de medo. Nosso filtro de relação com o mundo está intimamente ligado as nossas emoções e que chamamos de filtro emocional. Quando estamos mais seguros temos uma percepção mais real do perigo. O que é perigoso depende de nosso padrão de pensamento, crenças e valores. As coisas que nos ameaçam podem ser as mais diversas possíveis, isso é pessoal. Recentemente estive no Rio de Janeiro, a cerca de dois meses atrás, e fiquei impressionado como as pessoas estavam com medo da dengue. Ao fazer minhas malas para viagem, pela primeira vez minha esposa perguntou se eu havia colocado o repelente de mosquitos. Na reunião com a gerente de RH da empresa em que eu estava fazendo uma palestra sobre liderança e motivação, ela, angustiada, me comentava que havia passa do uma noite ruim, pois estava grávida de sete meses e com medo da dengue fechou todas as janelas. Ficou muito abafado, apesar do ventilador ligado, e não pode usar o ar condicionado. Que situação aterrorizante para uma gestante que viu na TV a matéria que falava da grávida de oito meses que morreu com dengue. Morei no Rio por 10 anos, de 1986 a1996, vi um aumento expressivo da violência que resultou num movimento de defesa, onde as pessoas passaram a se trancar em casa. O medo da violência fez com que a população trancasse portas, e o medo do mosquito fez com que trancassem as janelas. O que causa mais medo? A violência ou a dengue? De fato não importa, contei essa historia para podermos refletir sobre o que realmente nos causa medo e como somos capazes de lidar com ele. Costumo dizer que só o tolo não tem medo, afinal tanto o herói quanto o covarde tiveram medo, a diferença é que um deles agiu e o outro ficou congelado. Nosso instinto de sobrevivência é extremamente forte, fazendo com que busquemos constantemente continuar a viver. Posso tomar medidas de segurança, mas não existe garantia que será efetiva essa proteção. Posso usar o repelente, porem no único dia que não usei, fui picado e fiquei dengoso, pela segunda vez, a primeira foi em 90. Dengue é uma doença que não tem tratamento especifico e quatro dias depois do inicio do quadro você piora ou melhora. Fiquei com medo, felizmente na grande maioria das vezes evolui positivamente. Mas eu Não tinha o que fazer a não ser medição sintomática de temperatura e hidratação. A solução foi rezar e ter fé. Para mim correu tudo bem ao contrario de centenas de pessoas que já perderam suas vidas nos últimos anos. De fato a Dengue assusta. Ter medo não fez de você uma pessoa incapaz, pode sim fazer de você uma pessoa mais prudente. Identificando claramente as coisas que são perigosas, podemos tomar as melhores precauções. Não existe garantia de vida. Na vida, existe a garantia da morte.
Escrever esse texto me da medo. Alguns vão gostar outro não. Que maravilha seria escrever um texto e ter a certeza que todos irão adorá-lo. Se você espera desista de escrever. Porém algo fala mais alto. A necessidade de comunicar o que pensamos, sentimos ou observamos. Percebemos assim que o principal fator capaz de fazer com que superemos o medo limitador é a motivação em realizar. Isso esta relacionado com o senso de propósito de cada individuo. Martin Luter King, em um de seus sermões disse: “Aquele que sabe pelo que esta disposto a morrer,está preparado para viver.” Estamos vivos e expostos a incontáveis riscos, muitos conhecidos outros completamente desconhecidos. A escolha de continuar a despeito do medo, da dúvida e da insegurança, da poder e confiança fazendo de pessoas comuns, homens e mulheres realizadores. A cada contato humano existe a possibilidade a aceitação ou da rejeição. Independente de sua origem, ou do que você tem medo, pergunte-se: o medo me controla ou eu controlo o medo? Quem esta no controle afinal? O medo patológico é o que chamamos de fobia. Estamos aqui falando do medo comum, que incomoda a todos, nos mais variados momentos e que com a ferramenta correta você pode fazer dele um aliado ao invés de um fantasma assustador. Costumo recomendar uma brincadeira: quando um medo começar a te assombrar, agite o corpo e diga “ghostbusters, ghostbusters.” Você se lembra do filme “Caça Fantasmas”? Que tal sair da posição de assustado para caçador? A escolha é sua.
Decidindo Mudar!
"De muitas formas talvez você, assim como eu, já tenha tido a sensação de realmente ter tomado uma decisão que mudaria sua vida. O resultado seria realizar enfim aquilo que desejo. Isso fez com que dezenas de vezes ou mais, eu fosse dormir ou acordasse dizendo que naquele momento tudo seria diferente..."
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Decidindo Mudar!
De muitas formas talvez você, assim como eu, já tenha tido a sensação de realmente ter tomado uma decisão que mudaria sua vida. O resultado seria realizar enfim aquilo que desejo. Isso fez com que dezenas de vezes ou mais, eu fosse dormir ou acordasse dizendo que naquele momento tudo seria diferente. Hábitos e padrões de comportamento que eram nocivos a mim, já identificados em dezenas e dezenas de cursos, conversas, divagações, brain storms (torós de palpite) teriam mudado. Sua transformação teria o poder de mudar minha existência. Tenho que admitir que normalmente a grande decisão não é necessariamente fruto de um momento único, repleto de euforia e êxtase ou simplesmente devido a uma frase, um pensamento, uma metáfora, a influência de uma pessoa, veio através de tudo isso junto e muito mais. Preste atenção a esta história:
“Um homem estava tentando quebrar uma grande pedra com sua marreta, já havia batido nela no mesmo ponto 199 vezes. Concentrou sua energia mais uma vez para dar mais uma marretada com toda força sob os olhares atentos e estupefatos das pessoas que o assistiam fazer esse trabalho com tamanha perseverança. Na última marretada, um som diferente e estrondoso foi ouvido. Percebeu-se então, que a pedra havia se partido quase cirurgicamente no exato ponto da última batida. Um dos observadores se aproximou e disse:
– Você conseguiu quebrar a pedra com a sua última marretada.
O homem da marreta olhou para o observador dizendo a ele:
– Não, desculpe-me eu discordo do senhor. Eu quebrei a pedra com 200 marretadas, a última nada teria significado se não fossem as anteriores para enfraquecer a resistência dessa pedra”.
O poder da decisão está relacionado com a intensidade daquilo que desejamos e dos outros fatores que alicerçam a nossa tomada de decisão. Por exemplo: saber o que realmente desejamos.
Muitas vezes nas nossas vidas, desejamos fazer coisas que a princípio parecem tão fora da realidade, bem mais próximo do improvável, apesar de não ser impossível, que quando falamos sobre elas, uma distância quase intransponível fica evidente. Acreditamos sem muita certeza e começamos a falar de como seria realizar aquilo. Aos poucos algumas coisas começam a se tornar mais evidentes, afinal quando sabemos para onde olhar ou o que procuramos, identificando o alvo ou objeto, torna-se mais simples e realmente mais fácil.. Porém, até que tenhamos o máximo grau de comprometimento e crença naquilo que desejamos, acabamos passando por um processo mourejante e lento de transformação, digno de reconhecimento pelo alto nível de persistência, teimosia e muita, muita perseverança. Mudar assusta e pensar em melhorar nossos resultados vai exigir fé, determinação e esperança de poder ser melhor, fazendo o melhor. Uma crença poderosa permite o máximo de sinergia e foco na obtenção de resultados. Sendo assim, percebi que a mudança real e consistente pode ter como gatilho um evento comportamental intenso e vigoroso, porém deve ser embasados num processo contínuo de melhoramento com foco na superação e inspirado nos mais elevados padrões. Dessa forma, seremos capazes de assumir uma identidade básica de alto padrão em constante transformação, com o grande desafio de aprender, crescer, mudar e melhorar. Transpondo barreiras, superando obstáculos, poderemos aprender com o passado, aproveitar o presente e acreditar no futuro e, assim experimentar o poder do auto-desenvolvimento e da auto-realização. Essa experiência pode gerar uma sensação extraordinária de bem-estar e harmonia, algo quase divino. Para maximizar ainda mais essa sensação, experimente realizar o perdão a si mesmo e quaisquer outras coisas que podem causar magoa a você, afinal somos seres humanos com virtudes e defeitos, falhas e imperfeições. Perdoar é o alicerce da liberdade e saúde emocional. Você pode mudar, só depende de você.
O que você acha de tomar uma decisão agora?
Tenho algumas sugestões comportamentais para você:
Utilizando essas sugestões você estará colocando em funcionamento uma poderosa ferramenta comportamental, utilizando uma fisiologia vigorosa e um estado emocional de primeira qualidade.
1.Fique em pé ou assuma uma postura ereta
2.Respire profundamente 2 a 3 vezes procurando lembrar-se de um momento de grande intensidade emocional positiva.
3.Fale em voz alta.
Pode ser que isso não seja possível no local em que você se encontra agora, então neste caso, leia silenciosamente e mantenha os itens 1 e 2. Recomendo que você copie ou imprima o texto a seguir para poder realizar esse exercício em um lugar onde tenha privacidade, afinal essa escolha é sua e será necessário pleno comprometimento com o que você deseja.
Utilize os espaços em branco caso deseje escrever mais alguma coisa, lembre-se: deve ser afirmativa e positiva.
“Hoje fiz uma escolha e tomei uma decisão”.
Agora mais que em qualquer outro momento da minha existência escolho:
- ser o autor da minha história
- dia após dia estabelecer os mais elevados padrões de comportamento e assim a cada novo dia, caminhar, estar mais e mais alinhado com o que desejo para a minha vida e com os meus sonhos.
- ser o protagonista desta história, vivendo cada momento ao acordar com senso de propósito e de acordo com minha missão de vida.
- aprender com o passado, aproveitar o presente e acreditar no futuro.
- ser o melhor que eu possa ser.
Dica: “Ouse fazer de sua vida,
uma vida
EXTRAORDINÁRIA.”
Comportamento e Ação
Atingir objetivos é sinal de Inteligência!
"Como realizar aquilo que desejamos? Esse é um desafio que normalmente abre nossos dias. Pela manhã quando acordamos e abrimos os olhos, nossa mente acelera buscando uma forma de se adaptar a realidade do novo dia: estar desperto e consciente. Acordar o corpo pode ser mais rápido que acordar a mente..."
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Comportamento e Ação
Atingir objetivos é sinal de Inteligência!
Como realizar aquilo que desejamos? Esse é um desafio que normalmente abre nossos dias. Pela manhã quando acordamos e abrimos os olhos, nossa mente acelera buscando uma forma de se adaptar a realidade do novo dia: estar desperto e consciente. Acordar o corpo pode ser mais rápido que acordar a mente. Pronto, já estamos de pé, acordados e alongados - uma importante dica para sintonizar o corpo e a mente - o que fazer agora? Pensamos em algumas das atividades rotineiras, os compromissos e assim por diante. Para aumentar a produtividade e diminuir o stress, um bom planejamento de tempo é eficaz. É perturbador ao final do dia, perceber que fizemos menos do que poderíamos, talvez por uma questão de falta de prioridade e foco.
Na era da informação a grande disponibilidade de conteúdo ocupa muito tempo. Corremos o risco de passar o dia todo colhendo informações na ânsia de um pouco mais, e de repente, o tempo acabou e tantas coisas ainda a fazer. Esquecendo o conceito do foco em resultados, que é tão valorizado por muitos, mas utilizado por poucos, concluímos que 24 horas são insuficientes para as nossas atividades e surge a sensação que o dia ideal deveria ter mínimo 30h. Costumo dizer que Deus é justo, sendo assim, ele fez o tempo igual para todos, a diferença é o que cada um de nós faz com ele. Lembre-se “Se amas a vida, valoriza o tempo, é disso que ela é feita”, Thomas Edison.
Saber o que realmente desejamos fazer pode ser aparentemente uma coisa tola. Mas os números nos mostram que a maioria das pessoas não sabe exatamente o que desejam. A falta de especificidade na elaboração de um objetivo gera perda de energia, frustração e angustia. Você pode achar que estou exagerando, mas a ansiedade acarreta uma grande perda de satisfação e alegria. Isso se traduz em produtividade abaixo do potencial, excesso de desgaste físico e mental, comprometimento do humor e baixa qualidade de vida. A objetividade com a qual podemos tratar as mais diversas questões que nos causam ansiedade facilita a eliminação gradual desse mal que consome nossa alma.
Para um profissional do século XXI esse treino deve ser constante, pois a pressão por resultado faz parte do seu dia-a-dia. Algumas pessoas já têm uma habilidade natural para estabelecer objetivos e elaborar estratégias para atingi-los, outros necessitam de maior disciplina para desenvolver adequadamente esse comportamento. A grande questão é que para estabelecermos as melhores estratégias de treino e preparação, realmente necessitamos ter claro o que desejamos.
Costumo repetir que “quem não sabe o que procura, não e capaz de reconhecer quando encontra”. A clareza e a objetividade permitem aumentar o foco e gerar dessa foram mais resultados satisfatórios, com menos desgaste e mais produtividade. Somo capazes de fazer mais e melhor. Nos muitos anos como professor do Curso de Especialização em Medicina Comportamental na UNIFESP – (Escola Paulista de Medicina), questionava-me sobre como qualificar as pessoas que eram capazes de atingir seus objetivos. Será que elas são apenas competentes ou existe algo mais?
Qual não foi a minha surpresa quando levantando dados para uma pesquisa, deparei- me com a origem latina da palavra inteligência: “interllegere”- entre escolhas. Se a definição de inteligência é escolher uma opção, concluo que inteligência é escolher a opção capaz de gerar o resultado desejado.
Na ciência da computação, um dos maiores desafios no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) é construir uma máquina com a capacidade de fazer escolhas sozinha, podendo avaliar as possibilidades, conseqüência e resultados de sua ação. Quando ela conseguir compreender isso, ela terá pensado por si própria, nesse momento teremos efetivamente desenvolvida a IA. Para os estudiosos da área, isso é a Inteligência Comportamental, ou seja a Inteligência da escolha.
Atuando na área comportamental por muitos anos, encontrei assim um caminho para explicar a questão anterior. Afinal as pessoas que foram capazes de realizar aquilo que desejavam podem ser chamadas de inteligentes. Não a forma de inteligência clássica que estamos acostumados, baseados nas teorias de Gardner Goleman e tantos outros grandes pesquisadores que falam de habilidades e dotes específicos, mas sim uma inteligência prática a qual chamo de INTELIGÊNCIA Comportamental Humana: a inteligência do Sucesso. Para facilitar o entendimento desse conceito utilizamos como definição de Sucesso: “realizar aquilo que deseja, ter êxito naquilo que se propôs”.
Realizar aquilo que você deseja então e sinal de algo mais que competência é sinal de inteligência.
A Dieta Emocional
"Você é aquilo que você come! Ouvimos isso inúmeras vezes, nos mais diversos lugares: nos programas da TV, sno consultório médico e assim por diante. Afinal, aquilo que você ingere, o tipo de alimento e seus nutrientes básicos, serão os elementos estruturais que seu corpo terá disponível para trabalhar..."
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A dieta emocional
Você é aquilo que você come! Ouvimos isso inúmeras vezes, nos mais diversos lugares: nos programas da TV, no consultório médico e assim por diante. Afinal, aquilo que você ingere, o tipo de alimento e seus nutrientes básicos, serão os elementos estruturais que seu corpo terá disponível para trabalhar. Dependendo do que um indivíduo come, ele terá elementos mais ou menos saudáveis na construção e manutenção do seu corpo. Realmente, devemos ter mais cuidado com o nosso padrão nutricional. Eu mesmo descuidei por muito tempo, e hoje tenho sistematicamente mudado meus padrões alimentares, claro, sem radicalismos. A rotina de viagens, eventos por todo o país, hotéis maravilhosos e reuniões no almoço e no jantar fazem parte da minha vida e do meu desafio neste caminho por uma alimentação mais saudável.
Uma das coisas que tenho perguntado às pessoas nas minhas palestras e conferências, diz respeito a outro tipo de dieta: a dieta emocional. Qual tem sido a base nutricional dessa sua dieta? Você tem se alimentado de que tipo de sentimentos e emoções? Como tem sido suas refeições? O que você está sentindo, vai determinar a forma pela qual você se relaciona com o mundo, pois nossas emoções são o filtro supremo da nossa relação com o mundo. Quanto mais você se alimenta de certas coisas, mais e mais elas farão parte da sua vida. Preciso mais uma vez reforçar um conceito que usamos muito na Medicina Comportamental: “Não são os fatos que nos perturbam, mais sim como percebemos esses fatos”. E, essa percepção está sujeita ao nível padrão emocional. Constantemente me pergunto, buscando ainda um pouco de lógica no argumento, se tudo que você sente são emoções limitadoras e negativas, de que forma quer ter ferramentas para influenciar positivamente o ambiente e as pessoas?
Estava finalizando esse texto durante a minha viagem de Manaus para São Paulo, quando ouvi uma pessoa ao meu lado dizendo que aquele estado emocional em que se encontrava fazia mal para ela, ela não queira ficar lembrando de algo tão doloroso. Se eu ainda tinha alguma dúvida sobre falar ou não sobre esse assunto, esta foi eliminada naquele momento. Para reforçar, o taxista que me trouxe até meu escritório, resumiu sua vida nos últimos 10 anos em apenas 15 minutos, falando de todas as suas perdas, das traições, das angustias e, por fim da superação. Continuar permitiu à ele estar hoje no melhor momento da sua vida, em paz e feliz.
Faça uma listagem das emoções que você tem experimentado no seu dia-a-dia. Com que freqüência e intensidade tem sentido isso. Talvez perceba que passamos por uma montanha russa emocional quase todos os dias e mesmo assim, conseguimos continuar. Mas, para desfrutar melhor a viagem podemos escolher de forma um pouco mais diferenciada quais são nossos alimentos emocionais. Quanto maior a qualidade e o conteúdo, mais forte e robusto você ficará, com a grande vantagem de não ganhar peso e sim autoconfiança, saúde emocional e bem-estar. O cardápio é você quem faz. Obs: você não precisa esperar a segunda-feira para começar essa dieta com emoções construtivas, você pode começar isso agora, aqui no final do texto, tomando uma decisão e escolhendo uma dieta emocional mais saudável. Seu corpo e sua mente agradecem.
Responsabilidade e Resultado
"Tomar a decisão que nos aproxima daquilo que desejamos. Passo a passo a realização de um sonho vai se tornando realidade. Conseguir realizar aquilo que desejamos, nossos sonhos, objetivos e metas, ai está a essência da inteligência comportamental humana..."
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Responsabilidade e resultado
Tomar a decisão que nos aproxima daquilo que desejamos. Passo a passo a realização de um sonho vai se tornando realidade. Conseguir realizar aquilo que desejamos, nossos sonhos, objetivos e metas, ai está a essência da inteligência comportamental humana.
“Só o permanente confronto com a responsabilidade gera resultados”
Recentemente durante uma revisão bibliográfica li essa frase como sendo defendida pelo autor Bern Wheeler como a primeira e única lei do sucesso.
Acho relativamente difícil afirmar ser a primeira e única, mas com certeza é fundamental e relevante. Em nossa edição de outubro comentei que uma das principais dicas para melhorar a sua inteligência do sucesso é assumir o controle da própria vida, assumir a sua autoliderança. Estamos falando em assumir a responsabilidade pela sua vida, e observando dessa forma fica claro a importância do conceito citado acima. Se o que você deseja é obter um certo resultado, estabelecer um processo de verificação constante auxilia a verificação do andamento. Ser responsável por essa verificação mais que uma opção é uma questão de foco.
As descrições e o entendimento da Inteligência que tem sido abordada antes do desenvolvimento do conceito da inteligência comportamental humana descreve talentos e habilidades natas, em alguns casos com grande potencial de desenvolvimento e treino como no caso da inteligência emocional. A possibilidade de desenvolver seu padrão de inteligência e sucesso, utilizando como referência sua capacidade de realização, ou melhor, o fato de ter realizado e isso ser o resultado de um padrão de comportamento nos permite uma nova visão sobre o que realmente é importante em relação às potencialidades humanas. Quando tomamos como referencia testes de QI tradicionais, estamos avaliando habilidades especiais. Muitas pessoas porém com essa habilidade acabam por não conseguir realizar seus projetos, simplesmente por não terem esse tipo de inteligência tão desenvolvida. Por outro lado quando conseguem aprimorar esse foco em resultados somos apresentados a realizações fantásticas e realizadores extraordinários.
Uma questão importante é que a maioria dos grandes realizadores nunca foram descritas desde cedo como prodígios, mas sim pessoas normais.O quanto é normal realizar aquilo que você deseja, seus sonhos objetivos e metas, isso para mim se torna uma questão importante. Saber que podemos aumentar nosso nível de realização baseado nos princípios da inteligência comportamental, a escolha que leva você ao resultado que deseja. Esse principio é utilizado dentro dos estudos da inteligência artificial(IA), pois assim que uma máquina for capaz de tomar suas decisões e através delas atingir seus objetivos estaremos diante de uma forma de IA. Não estamos falando de programação, mas sim de escolhas e tomadas de decisão. Foi essa uma das razões que me inspirou a criar esse conceito de inteligência, a inteligência de quem faz acontecer, do realizador.
Ser responsável pelas suas escolhas e assim poder mudar de estratégia com o objetivo de atingir o resultado desejado. Isso é ter êxito. Isso é ter inteligência do sucesso.
E o mais importante, isso podemos desenvolver mais e mais a cada dia.
A Tensão da Espera
"O que tenho feito com a minha vida...
Quando percebemos que nossas vidas transformaram-se em uma montanha russa, vamos do céu ao inferno em poucos segundos, está na hora de reavaliar alguns fatos e talvez mudar as estratégias..."
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A Tensão da Espera
O que tenho feito com a minha vida...
Quando percebemos que nossas vidas transformaram-se em uma montanha russa, vamos do céu ao inferno em poucos segundos, está na hora de reavaliar alguns fatos e talvez mudar as estratégias. Nesse processo, ao surgir um pensamento positivo, começamos a nos agarrar na possibilidade de grandes resultados para os nossos projetos, então pensamentos de dúvida, de repente, começam a fervilhar em nossa mente e bombardear nossa confiança. O medo e a dúvida fazem com que um turbilhão de pensamentos rodopie sem parar.
Algumas lembranças começam a gerar culpa. O tal do diálogo interno, que é a conversa que temos com nós mesmos, torna se acelerada. Onde foi que eu errei?
A verdade é que agora não faz diferença. Você não pode mudar o passado, o melhor a fazer é aprender com ele. Nesse momento em que alguns fantasmas assombram a nossa vida, é a hora de assumir o controle e olhar com cuidado para aquilo que talvez esteja nos assustando.
Existem coisas que podemos controlar e outras que não. Aprenda a lidar com elas. Mude o que for possível, aprenda com o que for impossível mudar. Uma percepção pragmática vai ajudar você a ser mais assertivo e cuidar mais de você, impedindo que a ansiedade consuma parte de sua vida. Você é capaz de impedir que essa angústia corroa você por dentro.
O fato é que mais cedo ou mais tarde, a realidade ficará evidente. Determine para você, independente do resultado obtido no presente, você vai tocar a vida para frente, afinal quem vive de passado é museu e o presente é o melhor momento para você virar o jogo.
Talvez você esteja satisfeito e feliz e, agora mais do que nunca, pode desfrutar dessa fase de sua vida. Porém, talvez isso não tenha acontecido e você perceba o quão insatisfeito, infeliz e aborrecido está. Em ambos os casos, as percepções serão bem diferentes, mas o que de fato interessa é o quanto lhe cabe o poder da mudança. Se você não está satisfeito com os resultados, está livre para encontrar outro caminho. Por outro lado, se você esta satisfeito, tenha a consciência e sabedoria que pode melhorar ainda mais.
Tomar uma decisão parece simples, porém pode ser difícil e assustador. Quanto mais você pratica, mais fácil ficará decidir. Isso faz parte da autoliderança, afinal são nos momentos de decisão que sabemos quem realmente somos e do que somos feitos. Decisão significa ruptura, seguir por um caminho rompendo com o antigo.
Minha sugestão é “escolha fazer desse ano, que começa no dia de hoje, um dos melhores anos de sua vida”. Costumo dizer que de fato para mim não importa de onde você veio ou onde você está. O que faz toda a diferença é onde você quer chegar. Estabeleça metas e objetivos e tenha bem claro quais são seus sonhos. Isso ajudará você a ter maior poder de realização.
Respire profundamente naqueles momentos em que se sentir oprimido, com o mundo sobre seus ombros. Assuma a responsabilidade de conduzir a sua vida para onde você deseja. Se ainda não obteve os resultados desejados, reavalie as estratégias para melhorar seus resultados, isso vale para qualquer coisa em sua vida para ter um resultado ainda melhor.
Resiliência – A arte de recomeçar
"Realmente me impressiona como a sabedoria popular é capaz de falar sobre questões que podem ser chamadas de atemporais. Uma em especial tem chamado minha atenção. Após a sua eleição à presidência dos EUA, Barak Obama em seu discurso de posse falou ao mundo sobre a grande capacidade de resiliência do povo americano..."
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Resiliência – a arte de recomeçar
Realmente me impressiona como a sabedoria popular é capaz de falar sobre questões que podem ser chamadas de atemporais. Uma em especial tem chamado minha atenção. Após a sua eleição à presidência dos EUA, Barak Obama em seu discurso de posse falou ao mundo sobre a grande capacidade de resiliência do povo americano. Nesse momento esse termo se tornou popular. Mas o que é essa tal de resiliência que agora todo mundo começou a falar? Recordo-me da primeira vez que ouvi esse conceito, em 2002, apresentado por Mauricio Sita na época editor da Revista VENCER, atualmente a frente da Revista Ser Mais. Na época parecia uma palavra diferente para explicar um conceito incomum. Pensei ser mais um modismo da área de gestão, como tantos outros que havíamos conhecido. Você se recorda da reengenharia e por ai vai... Mas na verdade o que ocorreu foi a criação de um termo para traduzir um padrão de comportamento extremamente importante. Uma música com mais de 50 anos, chamada “Volta por Cima” de Paulo Vanzolini, já trazia a resiliência como tema, e ainda hoje é cantada com empolgação pelo público. Constato isso em algumas de minhas palestras. Você também deve se lembrar:
“Levanta sacode a poeira e da a volta por cima.”
O que essa sabedoria popular está falando nada mais é que a essência dessa tão famosa resiliência. Trata-se da nossa capacidade de continuar, a despeito das situações adversas, problemas ou desafios envolvidos. Se existe um povo que é resiliente é o povo brasileiro. É impressionante a capacidade que temos de superar, levantar e continuar. Às vezes, como especialista em comportamento, fico em dúvida sobre a perigosa associação da resiliência com a passividade e acomodação vista em especial nos últimos anos. Espero, mais que isso, desejo que com o passar do tempo possamos nos tornar ainda mais resilientes, porém também mais assertivos e comprometidos com aquilo que desejamos.
O insucesso é uma parte relativamente comum do caminho de qualquer profissional. Costumo brincar dizendo: quem disser que nunca teve um insucesso, de duas uma: nunca vez nada na vida ou está mentindo.
Só existe fracasso quando desistimos ou não aprendemos nada. Havendo no mínimo um pequeno aprendizado, então não ouve fracasso, mas sim um insucesso. Você pode dizer que é apenas uma questão semântica ou linguística. Mais que isso é uma questão de neurociência cognitiva. As áreas cerebrais ativadas por cada palavra são completamente diferentes, limitadoras ou estimuladoras dependendo assim do padrão da sua linguagem.
Faça da resiliência uma característica pessoal e desfrute de todos os benefícios dessa virtude em sua vida. Ela pode ser aprendida e desenvolvida. Só depende de você!
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